sexta-feira, 5 de janeiro de 2007

Os Outros...Quem Somos?

Os outros são todos aqueles que num determinado momento não estão a fazer o mesmo que nós, nem são como nós ... são os maus, os feios, os "sem-jeito" ...ou seja, todos os que estão do outro lado da barricada.
Facilmente verificamos que esses outros, ao contrário de nós, tudo o que fazem, fazem errado ou poderiam fazer melhor e os seus erros jamais merecerão desculpa, pois, por mais insignificantes que estes sejam, são e serão sempre imperdoáveis e intoleráveis.
E como, na maioria das vezes, nos é difícil, a cada um de nós, aceitar que para os outros, os “outros” somos nós!...

quinta-feira, 4 de janeiro de 2007

quarta-feira, 3 de janeiro de 2007

Corrupção

Não é por acaso que Portugal sobe na tabela internacional da corrupção e não pára de descer no ranking da competitividade. Afinal, as duas coisas estão ligadas. A corrupção é um obstáculo sério ao progresso económico de uma nação.

A Justiça nunca mais funciona e a corrupção inunda todos os sectores da vida nacional. Os portugueses desconfiam das segundas intenções do polícia que passa uma multa, do árbitro de futebol que apita sempre contra a equipa do seu clube e ainda mais do político que faz carreira partidária à custa de amiguismos.
A cunha e a promiscuidade ilegal de interesses parecem ser as únicas formas de fazer andar a vida para a frente.
Afinal, como é que qualquer processo em investigação há anos e tratando de factos concretos, continua sempre no mesmo passo e nunca mais salta para tribunal? Perder a confiança na Justiça seria a vitória definitiva da corrupção.
E isso não pode acontecer.

Mulheres




terça-feira, 2 de janeiro de 2007

segunda-feira, 1 de janeiro de 2007

Função Pública

Podemos enumerar dois tipos de função pública. Por um lado temos aquela que nos presta serviços, como os professores, médicos, enfermeiros, pessoal auxiliar, quadros das finanças, polícia, bombeiros, juízes, advogados, pessoal dos tribunais, etc, etc.Por outro, temos a função pública dos gabinetes, do governo, dos consultores, dos secretários, das nomeações, das empresas municipais, dos deputados e dos seus gabinetes, dos governos civis e regionais, dos institutos, das fundações, etc, etc.
Ou seja, aquela função pública que não nos presta serviço algum directamente, encarregue de gerir o bem comum e que, com muita frequência, leva o rótulo de tacho.
Os nossos governantes, sempre que falam em cortes na função pública, referem-se invariavelmente àquela que nos presta serviços. O que se traduz, em consequência, na redução da qualidade do serviço prestado. Por exemplo, menos auxiliares de limpeza nas escolas, menos maternidades, menos pessoal na justiça, menos médicos, menos polícia, etc. Não é notícia frequente algo como "este ano o Ministério X vai funcionar com menos Y pessoas" ou "a Secretaria de Estado Z vai realizar o mesmo trabalho com menos orçamento", mas certamente que também aqui haverá dinheiro que se gasta sem necessidade.
Numa altura em que tanto se fala de transparência, aqui se compreende a habitual desconfiança sobre a boa fé do Estado.

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