sexta-feira, 12 de janeiro de 2007

Funcionários Publicos

Quatro funcionários públicos chamados Toda-a-Gente, Alguém, Qualquer-Um e Ninguém. Havia um trabalho importante para fazer e Toda-a-Gente tinha a certeza que Alguém o faria. Qualquer-Um podia fazê-lo, mas Ninguém o fez. Alguém zangou-se porque era um trabalho para Toda-a-Gente. Toda-a-Gente pensou que Qualquer-Um podia tê-lo feito, mas Ninguém constatou que Toda-a-Gente não o faria. No fim, Toda-a-Gente culpou Alguém, quando Ninguém fez o que Qualquer-Um poderia ter feito. Foi assim que apareceu o Deixa-Andar, um quinto funcionário para evitar todos estes problemas...

quinta-feira, 11 de janeiro de 2007

Idade e Prazer

Gosto da ideia de estar a amadurecer. Do conforto que passar para além dos trinta me soube dar. Gosto da postura, da energia, da voz, de uma certa atitude de gente grande que ainda não perdeu as rédeas da infância. Da alegria espontânea de quem ainda sabe brincar e da contenção necessária de quem já se sabe adulto.Agora, numa idade em que, provavelmente, menos estarão pela frente do que os que estão para trás, não se me fale em contenção nem em brincadeira controlada. Não se me fale em ser adulto nem responsável. Falem-me, sim, em viver cada instante com o prazer de saber que não o poderia ter vivido melhor.

Cartoons



Como contar a história da Cinderela às crianças para que não nos chamem " Kotas "

Há bués da times, havia uma garina cujo cota já tinha esticado o pernil e que vivia com a chunga da madrasta e as melgas das filhas dela. A Cinderela, Cindy p'ós amigos, parecia que vivia na prisa, sem tempo para sequer enviar uns mails. Com este desatino todo só lhe apetecia dar de frosques porque a madrasta fazia-lhe bué da cenas. É então que a Cindy fica a saber da alta desbunda que ía acontecer: uma party!!! A gaja curtiu tótil a ideia, mas as outras chavalas cortaram-lhe as bases. Ela ficou completamente passadunte, mas depois de andar à toa durante um coché, apareceu-lhe uma fada baril que lhe abichou uma farda baita bacana, ela ficou a parecer uma g'anda febra. Só que ela só se podia afiambrar da cena até ao bater das 12. A tipa mordeu o esquema e foi para a borga sempre a abrir. Ao entrar na party topou um mano cheio da papel, que era bom comó milho e que também a galou. Aí, a Cindy passou-se dos carretos, desbundaram "ól naite long" até que, ao ouvir as 12 ela teve de se axandrar e bazou. O mitra ficou completamente abardinado quando ela deu de fuga e foi atrás dela, mas só encontrou pelo caminho o chanato da dama. No dia seguinte, com uma alta fezada, meteu-se nos calcantes e foi à procura de um chispe que entrasse no chanato. Como era um alta cromo, teve uma vaca descomunal e encontrou a maluca, para grande desatino das outras fatelas.

quarta-feira, 10 de janeiro de 2007

Beijos & Beijos

Há beijos que se dão como cumprimento, como demonstração de carinho, como demonstração de amor, como demonstração de paixão ... e ainda há os que se dão para angariar votos e outros que se dão ou recebem como obrigação e que não passam de um “grande frete”.

Neste âmbito, há beijos que me suscitam uma pequena dúvida:
- Será uma mera demonstração de afecto, normal e salutar, os beijos na boca entre progenitores e filhos, como por exemplo, entre um pai e uma filha ou entre uma mãe e um filho?...

Quem sai aos seus...

Anos de casados !

Dois alentejanos de Borba encontram-se na rua.
- Atão compadri que cara e essa?
- Ah Ze, tou aqui que nã sê! Hoje faço 50 anos de casado!...
- Eh Maneli parabéns, e atão o que vais dari à tua Maria?
- Olha quando fizemos 25 Anos levei-a a Lisboa ...
- Grande ideia ...
- Agora nã sei se a va buscari.

terça-feira, 9 de janeiro de 2007

Bébé


Justiça...e o seu simbolismo

Sempre que imagino uma mulher com os olhos vendados, uma balança numa mão e uma espada na outra, questiono-me:
- Como saberá ela se a balança está equilibrada?
- Se ela usar a espada, saberá o que está a fazer?
- Se dois dos seus sentidos, a visão e o tacto, não estão em condições de ser usados, quando ela fala, terá consciência do que diz e do que faz?
Conclusão:
Quem criou o símbolo da justiça era um autêntico profeta, dado que previu que mais tarde ou mais cedo a Justiça iria tornar-se Simbólica e que do pouco que viesse a fazer, pouco se viria a aproveitar ...

O alentejano e o gato...

Um alentejano queria livrar-se de um gato. Levou-o até a uma esquina distante e voltou para a casa. Quando chegou à casa, o gato já lá estava.
Levou-o novamente, agora para mais longe. No regresso, encontrou o gato novamente em casa.
Fez isso mais umas três vezes e o gato voltava sempre para casa.
Furioso, pensou: "Vou lixar este gato!"
Pôs-lhe uma venda nos olhos, amarrou-o, meteu-o num saco opaco e colocou-o na mala do carro. Subiu à serra mais distante, entrou e saiu de diversas estradinhas. Deu mil voltas... e acabou por soltar o gato no meio do mato.
Passadas umas horas, o alentejano liga para casa pelo telemóvel...
- Tá, Maria, o gato já chegou?
- Sim...
- Ainda bem, deixa-me falar com ele porque eu estou perdido...