sexta-feira, 19 de janeiro de 2007

O Príncipe

O Principe Encantado encontra-se com a Branca de Neve e pergunta-lhe:
"Queres casar comigo?"
"Claro, majestade", responde a amiguinha dos Sete Anões.
Então o Príncipe Encantado tira o seu membro para fora e pergunta-lhe:
"Sabes o que é isto?"
"Seu belo pénis, meu Príncipe", responde ela.
Desolado, o Príncipe Encantado continua a procura:
"Vou-me embora. Preciso de uma mulher inocente".
O Príncipe Encantado vai então a casa da Gata Borralheira e pergunta-lhe:
"Queres casar comigo?"
"Claro que sim", responde a bela enteada.
O Príncipe Encantado faz a mesma coisa feita com Branca de Neve, mostrando-lhe o membro:
"Sabes o que é isto?"
"Seu pénis viril, meu Príncipe", responde ela.
"Vou-me embora. Exijo uma mulher casta para minha esposa.", reclama o Príncipe.
Então o Príncipe Encantado encontra o Capuchinho Vermelho ( uma bela moçoila, recém-saída da adolescência ) na floresta e pergunta-lhe:
"Queres casar comigo?"
"Claro, sua Alteza", responde a menina,
Então o Príncipe Encantado repete o ritual e pergunta-lhe, tirando o pénis para fora:
"O que é isso que trago aqui", pergunta ao Capuchinho Vermelho.
"Isso é uma minhoquinha, meu Príncipe", responde ela.
Maravilhado com a cândida e inocente Capuchinho Vermelho o Príncipe Encantado casa-se com ela. Na noite de núpcias o Príncipe pergunta ao Capuchinho:
" Isto que trago aqui é um pénis, meu amor"
Ao que ela retruca:
" Não, meu belo Príncipe. Isso é uma minhoquinha. Pénis era o do Lobo Mau..."

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Moisés


quinta-feira, 18 de janeiro de 2007

Pequeninos

Somos pequeninos, e gostamos disso. É assim que somos. Cada um de nós vive numa bolha Actimel que lhe sacode o "próximo" dos ombros. Somos pequeninos, mas é por dentro. Nas nossas cabeças. Tornámo-nos bestas de cimento, bem cinzentas e frias, com suores que alguém nos fale na rua e nos obrigue a mostrar mais do que o cieiro. Somos demasiado importantes para quem carece de importância. Temos mais do que fazer. Não ganhamos nada com isso.Gostamos muito de coisas dadas. Não porque gostemos ou nos faça falta, mas porque... são dadas. Se dessem frasquinhos da Vista Alegre com gotinhas de Hepatite C, estávamos lá batidos. Somos pequeninos, e julgamo-nos em tripés.E não me venham com merdas que é a crise. Conheço pessoas que vivem com 40 contos por mês (sim, na moeda antiga), e romperam a bolha Actimel. Todos temos os nossos problemas, doa a quem doer. Para compensar tudo isto, tomamos medidas, e tornamo-nos irreverentes conformistas.Somos directos e fortes, mas nas mesas de café. Aí, mudamos o mundo. Elegemos presidentes, rasgamos as costas dos amigos, acendemos promessas de murros e contra-murros nas montras do "ai se fosse comigo...". Mas recolhida essa mesa, somos, uma vez mais, pequeninos. Engolimos tudo, fazemos a digestão e abraçamos o amigo das costas rasgadas. Mas fechamos os olhos, que a carne ainda está ali bem viva. Somos inertes. Queremos que o mundo mude, mas pela mão do outro, "que hoje não me ficava em caminho".
Acordem.

Temperamento feminino


Lili Caneças

Mordillo







quarta-feira, 17 de janeiro de 2007

"Declarações amigáveis" nas participações de sinistro

"O peão não sabia para onde ía, então eu atropelei-o..."

"Vi um velho enrolado, de cara triste, quando ele caiu do tejadilho do meu carro."

"Eu tinha a certeza que o velho não conseguia chegar ao outro lado da estrada, por isso atropelei-o."

"Fui cuspido para fora do carro, quando ele saiu da estrada. Mais tarde, fui encontrado numa vala por umas vacas perdidas"

"Pensei que o meu vidro estava aberto, mas descobri que estava fechado quando pus a cabeça de fora."

"Bati contra um carro parado que vinha em direcção contrária."

"Saí do estacionamento, olhei para a cara da minha sogra e caí pela ribanceira abaixo."

"O tipo andava aos ziguezagues de uma lado para o outro da estrada. Tive que me desviar uma porção de vezes antes de o atropelar."

"Já conduzia há 40 anos quando adormeci ao volante e sofri o acidente."

"Um carro invisível veio de não sei de onde, bateu no meu carro e desapareceu."

"O meu carro estava estacionado correctamente, quando foi bater de traseira no outro carro."

"De regresso a casa, entrei com o meu carro na casa errada e bati numa árvore que não é a minha."

"A camioneta bateu de traseira no meu pára-brisas, em cheio na cabeça da minha mulher."

"Disse à policia que não me tinha magoado, mas quando tirei chapéu, percebi que tinha fracturado o crânio."

Cabul