terça-feira, 20 de março de 2007

As virtudes do Recibo Verde

Não há muito tempo, era um distintivo de classe, usado por advogados, médicos e outros profissionais de consultório montado. Com o avanço da fiscalidade das pessoas singulares e o relaxado controlo sobre as sociedades, os médicos continuaram nos mesmos consultórios, mas passam recibos de entidades que os doentes nem conhecem.
Os raros advogados que ainda não se converteram às sociedades são uma espécie em vias de extinção.Apesar destes contratempos, e embora as profissões liberais sejam mais ou menos as mesmas, o recibo verde sobreviveu e massificou-se. Nada mais democrático do que alargar a toda a população as vantagens de um meio até aí restrito a uma elite encanudada, terão pensado os fiscalistas.
Hoje ele é a expressão do desenrasca, o passepartout, tão característico dos portugueses. Se uma empresa precisa de uma telefonista, nada mais prático do que contratar a recibo verde uma profissional, “liberal, autónoma e independente”, para atender o telefone por conta própria no escritório da empresa das 9 às 5, ou até mais tarde, se os caprichos do patrão, a flexibilidade, o mercado, ou a desorganização assim o exigirem.
Simples prestação de serviço, e não há chatices com a Segurança Social. É o liberalismo à portuguesa.
Ainda falam da China…

Palavras para quê...

Jacob, um judeu, negociador de sangue frio, diz a seu filho:
- Filho, escolhi com quem deves casar.
- Mas pai, eu quero escolher a minha própria noiva.
- Quero que cases com a filha do Bill Gates.
- Bom, nesse caso...

Jacob então telefona para Bill Gates, dizendo:
- Bill, tenho aqui um jovem que quer casar com a sua filha.
- O quê? Isso é um absurdo! A minha filha é muito jovem para se casar!
- O jovem é só vice-presidente do World Bank.
- Bom, nesse caso...

Jacob telefona então para o presidente do World Bank:
- James, tenho aqui um jovem que é um excelente candidato para vice-presidente do World Bank.
- Vice-presidente? Mas eu já tenho tantos vice-presidentes!
- Bem, este é genro do Bill Gates.
- Bom, nesse caso...

Diferenças entre os dois sexos




segunda-feira, 19 de março de 2007

Joãozinho

A professora divide a turma em dois grupos e decide fazer um jogo com perguntas. O primeiro grupo a chegar aos 6 ganha um chocolate.
Para que Joãozinho não lhe "encha" a paciência, ela coloca-o no grupo dos mais inteligentes. Assim nem tem tempo para dar aquelas respostas idiotas.
Vendo isso, ele diz para o outro grupo:
-Nós vamos arrasar-vos, cambada de idiotas!!!!!!
Começa o jogo...
- Quem descobriu a América?
O grupo de Joãozinho responde de imediato:
- CRISTÓVÃO COLOMBO!
E o Joãozinho grita:
- Eu não disse? Bando de orelhudos, 1 a 0!!!
A Professora repreende-o:
- Está calado Joãozinho!!!
Segunda pergunta:
- Que idioma se fala em Espanha?
O grupo de Joãozinho responde:
- ESPANHOL!!!!
E Joãozinho grita de novo:
- Viram só? Seus atrasados, 2 a 0!
A Professora repreende-o:
- Cala-te Joãozinhooo!!!
Terceira pergunta.
- Como chegou Cristóvão Colombo à América?
O grupo de Joãozinho responde:
- DE CARAVELA.
Joãozinho, cheio de emoção, logo de seguida:
- Eu bem avisei, seus sacos de merda, 3 a 0!!!
A professora, irritada, grita:
- Joãozinho!!! LEVANTA E SAI FORA!!!
Joãozinho responde de imediato:
- O PÉNIS "stôra"! Que show, 4 a 0 seus bananas!! !
A professora indignada volta a gritar:
- Joãozinho, SAI E NÃO VOLTA MAIS!!!!!
Joãozinho feliz da vida responde ainda mais rápido:
- A MERDA, A MERDA, professora! Hahaha, foderam-se! 5 a 0!!!
A professora, não aguentando mais, grita:
- Joãozinho, SAI E SÓ VOLTA DENTRO DE UM MÊS!!!
Joãozinho, excitadíssimo, responde aos saltos:
- A MENSTRUAÇÃO!!! PUTA QUE OS PARIU, 6 a 0!
GANHAAAAAMOOOOSSS

Alucinação

A alucinação é isso mesmo. Um gajo sabe perfeitamente que nada daquilo existe. Sabe perfeitamente que nada daquilo acontece. Sabe perfeitamente. Mas alucina à mesma. Não há grande coisa a fazer, apenas atirar com o realismo para cima do medo irracional e esperar que faça efeito. Um gajo não é menos bicho que qualquer outro animal. A diferença é que, no meu buraco, hei-de desfazer este monstro irracional.
E agora (atenção, esta é a parte irracional do post), vou à minha vida. Não vá dar-se o caso de o monstro (impossível) se transformar (inexplicavelmente) em realidade.

LCD dos pobres...




Exijo

Em cada 100 euros que o patrão paga pela minha força de trabalho, o Estado, e muito bem, tira-me 20 euros para o IRS e 11 euros para a Segurança Social.
O meu patrão, por cada 100 euros que paga pela minha força de trabalho é obrigado a dar ao Estado, e muito bem, mais 23,75 euros para a Segurança Social.
E por cada 100 euros de riqueza que eu produzo, o Estado, e muito bem, retira ao meu patrão outros 33 euros.
Cada vez que eu, no supermercado, gasto os 100 euros que o meu patrão pagou, o Estado, e muito bem, fica com 21 euros para si.
Em resumo:
Quando ganho 100 euros, o Estado fica quase com 55
Quando gasto 100 euros, o Estado, no mí­nimo, cobra 21
Quando lucro 100 euros, o Estado enriquece 33
Quando compro um carro, uma casa, herdo um quadro, registo os meus negócios ou peço uma certidão, o Estado, e muito bem, fica com quase metade das verbas envolvidas no caso.
Eu pago e acho muito bem, portanto exijo:
- Um sistema de ensino que garanta cultura, civismo e futuro emprego para os meus filhos;
- Serviços de saude exemplares. Um hospital bem equipado a menos de 20 km da minha casa;
- Estradas largas, sem buracos e bem sinalizadas em todo o país;
- Auto-estradas sem portagens;
- Pontes que não caiam;
- Tribunais com capacidade para decidir processos em menos de um ano;
- Uma máquina fiscal que cobre igualitariamente os impostos;
- Eu pago, e por isso quero ter, quando lá chegar, a reforma garantida, jardins públicos e espaços verdes bem tratados e seguros;
- Poli­cia eficiente e equipada;
- Os monumentos do meu País bem conservados e abertos ao público;
- Uma orquestra sinfónica;
- Filmes criados em Portugal.
- E, no mínimo, que não haja um único caso de fome e miséria nesta terra.
Na pior das hipóteses, cada 300 euros em circulação em Portugal garantem ao Estado 100 euros de receita.
Portanto, Sr. Primeiro-Ministro, governe-se com o dinheirinho que lhe dou porque eu quero e tenho direito a tudo isto.

domingo, 18 de março de 2007

Racismo - Boa lição

A seguinte cena aconteceu num voo da British Airways entre Johannesburgo (África do Sul) e Londres. Uma mulher branca, de aproximadamente 50 anos, chegou ao seu lugar na classe económica e viu que estava ao lado de um passageiro negro. Visivelmente perturbada, chamou a comissária de bordo.
"Qual o problema, senhora?", perguntou a comissária.
"Não está a ver?" ? respondeu a senhora "Vocês colocaram-me ao lado de um negro. Não posso ficar aqui. Você precisa me dar outra cadeira".
"Por favor, acalme-se" ? disse a comissária "Infelizmente, todos os lugares estão ocupados. Porém, vou ver se ainda temos algum disponivel".
A comissária afasta-se e volta alguns minutos depois.
"Senhora, como eu disse, não há nenhum outro lugar livre na classe económica. Falei com o comandante e ele confirmou que não temos mais nenhum lugar nem mesmo na classe executiva. Temos apenas um lugar na primeira classe".
E antes que a mulher fizesse algum comentário, a comissária continua:
"Veja, é incomum que a nossa companhia permita a um passageiro da classe económica se sentar na primeira classe. Porém, tendo em vista as circunstancias, o comandante pensa que seria escandaloso obrigar um passageiro a viajar ao lado de uma pessoa desagradável".
E, dirigindo-se ao senhor negro, a comissária prosseguiu:
"Portanto, senhor, caso queira, por favor, pegue a sua bagagem de mão, pois reservamos para o senhor um lugar na primeira classe..."
E todos os passageiros próximos, que, estupefactos, assistiam á cena, começaram a aplaudir, alguns de pé!


Assim se deve reclamar


Inevitável

Transformemos, pois, pessoas normais em monstros. Não temos outra saída. Em espaços muito apertados, aumentamos de tamanho, nós e a nossa bagagem de garrafas rotuladas com desenhos de caveiras. É muito peso e não há espaço suficiente. Não cabe senão um e esse um teremos que ser nós, apesar de agarrarmos as garrafas pelo gargalo e despejarmos o conteúdo pela goela abaixo, uma após outra. Envenenamo-nos numa bebedeira enlouquecida, mas continuamos a não ter espaço senão para um.
Transformemos, pois, pessoas normais em monstros.
Encontremos a saída, um buraco no chão, escuro e vazio. E façamos então de uma pessoa normal um monstro. Não é fácil, não é simples, requer exercícios de imaginação complicados, temos que ter coragem e estômago para transpôr tudo para a dimensão da maldade. Agarrar nas boas lembranças primeiro: atirá-las buraco abaixo.
Quando só sobrarem as outras, é preciso torcer cada uma delas, pelas pontas e em sentido contrário, até que sejam espremidas ainda do que existir de bom; que fiquem secas e encarquilhadas e que as pintemos então com o líquido que nos sobrou das nossas garrafas de rótulos em bandeira de pirata em barco-fantasma.
Transformemos então o que resta ainda da normalidade que nos foi cara.
No fim, o monstro.
Buraco abaixo com ele.Não há outra saída.