quinta-feira, 29 de março de 2007

Culturas

Temo sofrer represálias, mas estou-me a cagar.Sinceramente não entendo esse pessoal monhé... Passam o dia inteiro sem fazer nada, a queimar bandeiras, a insultar - Ai os infieis e não sei que mais e o camandro - quando os "ocidentais" fazem um cartoon visando o seu "All Mighty" profeta, passam-se dos cornos. É um pouco irónico que um cartoon humuristico esteja na origem do rebentamento da 3ª guerra mundial...Se estivessem mais preocupados em evoluir do que em descobrir melhores lugares da sua anatomia para uma maior eficiencia do rebentamento que lhes concederá uma eternidade com 40 virgens ao seu dispôr, se calhar já não se importavam com uma porcaria dum desenho de jornal.
Outra merda que me faz um bocado de espécie, é aquela treta das mulheres andarem todas tapadas..? Qual é o objectivo daquilo? (a sério se alguém souber que deixe a resposta nos comentários e me chame imbecil por não saber) Ah e tal é por causa do deserto e da areia. É, o caraças, as gajas em França também querem usar aquilo não sei para quê, será para poderem cometer certos crimes sem serem identificadas? Aquilo deve funcionar melhor que uma meia, mais confortavel é com certeza. Acaba de me ocorrer que se calhar não gostam de apanhar sol na cara, o que é perfeitamente provável, mesmo à noite... Aquelas radiações lunares... Ui...Os gajos andam também parece que andam enrolados em toalhas... O que é curioso, já que nunca se lavam... Será que poupar água porque vivem no deserto? Preguiça? Estupidez? (mais provável) Devem borrifar-se com caril todos os dias...Que merda é aquela vermelha com um carrapito que eles metem na cabeça? Isso é extremamente ridiculo...Estes países produzem a substancia mais procurada no mundo, o petróleo e mesmo assim, olha-mos para o povo e a miséria é o que mais se vê. São tipo pretos, a sua capacidade de liderança se não é nula, anda lá perto.
Se alguém lesse esta merda a quantidade de hate mail que já não tinha em cima, viva o anonimato.


Mitos

Há dois mitos sobre a amizade masculina que nunca compreendi. O primeiro é o das amizades especializadas ou selectivas. Homens que se tornam amigos de outros homens com um propósito escolhido, como experimentar a natação sincronizada, gostar da música de Cat Stevens ou debater a revolução russa. De acordo com este mito, não pode haver transgressões na amizade masculina. Os amigos são apenas para certas alturas, no sentido em que são para umas e não para outras. Os amigos do squash ou de qualquer passatempo domingueiro não são os que encontramos nos congressos sobre poesia francesa. A única forma de garantir a permanência dos amigos, a sobrevivência das amizades é que evitar que elas se misturem através dessa espécie de arrumação pessoal, de arquivismo humano. O amigo selectivo é um arquivista. Não tem amigos mas ficheiros. A sua vida é meditada e planeada como uma arrumação de ficheiros. Há um segundo mito também errado sobre a amizade entre homens. Já aqui disse isto: a amizade não pode ser uma relação entre iguais. A amizade só pode ser uma experiência desequilibrada e anti-igualitária. Para não fracassar é preciso que duas pessoas aceitem o seu lugar na hierarquia. Um tem de ser mais inteligente do que o outro. Um mais bonito do que o outro. Um mais rico do que o outro. Um mais capaz do que o outro.

Comunismo

Finalmente, o muito esperado ódio ao Comunismo está aqui. O grande problema neste momento é: Por onde começar...São tantas as falhas deste regime, tantas as contradições, é dificil saber o que odiar mais...Toda a ideia destes iluminados senhores era "o povo é quem mais ordena" no entanto...Vejamos o caso da Coreia do Norte, considerada uma democracia pelo deputado Bernardino Soares. Um país onde os seus habitantes vivem para idolatrar o seu lider e ai de quem contestar. Tanto criticavam os regimes de direita pela falta de liberdade de expressão, no entanto acabaram por ir pelo mesmo caminho... Isto há coisas...Se calhar estou enganado, eles queriam era ganhar aos nazis, só assim se explicam as Goulags, lembram-me vagamente qualquer coisa... Ah já sei os campos de concentração. Isto é que é malta porreira é tudo publico. Só há um pequeno problema... Depois vivem todos na miséria, que chatisse, tsc... É pá mas note-se têm armamento porreiro, o povo que se lixe, mas armamento porreiro lá isso... Ora vamos lá ver quem são os mais ricos nestes países, não pode ser... É realmente o líder... Estas coincidencias realmente. E a felicidade com que eles agitam freneticamente as bandeirinhas do respectivo país, até dá gosto. Pergunto-me porque é que não temos uma merda destas em Portugal, também queria partilhar a alegria daquelas gentes... Espera... Dizem-me agora que não, que afinal não...Tudo isto me intriga... como é que há pessoas que se dizem racionais e creem afincadamente que este tipo de regime e ideologia poderá, de facto, melhorar as suas condiçoes de vida, e a economia do país. Como diria um amigo meu, "eu até nem sou de violências mas era espetá-los todos num pau e deitar-lhes fogo para cima".
Pronto já chega, aguarda-se ansiosamente por Hate Mail.

Ciclos

Com as amizades nunca compliquei. Tenho amizades de ciclo longo e amizades de ciclo curto. Não demoro muito tempo a perceber se uma amizade recente é de ciclo longo ou de ciclo curto. O período experimental serve para isso mesmo. As amizades de ciclo curto não morrem pela empatia (ou falta dela) mas pelo desinteresse e pelo engano. Nós passamos a vida a enganar-nos. Nos empregos, nos casamentos, nas famílias, nas decisões: porque é não nos enganaríamos nos amigos? Com as amizades de ciclo longo não é assim. Também há enganos e ilusões nas amizades de ciclo longo, mas eles não nos apanham completamente desprevenidos e não pensamos neles como insuportáveis. Como se já estivéssemos à espera desses enganos, como se a imperfeição dos nossos amigos fosse correspondida com a nossa imperfeição. As amizades de ciclo longo conseguem sobreviver ao tempo e à banalidade porque nascem da aceitação de imperfeições comuns. Nunca acabei uma amizade de ciclo longo. Nunca vacilei na aceitação da minha própria imperfeição.

quarta-feira, 28 de março de 2007

Ciganos

1-Os ciganos são o pior pesadelo de qualquer racista. É impossível dizer-se “Vai para a tua terra” a membros de uma etnia cuja origem geográfica não pode ser estabelecida com precisão.
2-O casamento é uma instituição em risco. Mas não graças à comunidade cigana com as suas bonitas tradições de casamentos combinados e de noivas que aprendem a coser as meias ao marido e a saltar à corda na mesma altura das suas vidas.
3-A integração das minorias étnicas na sociedade é obrigação de todos nós. Cabe aos portugueses maioritários (os de pele mais ou menos clara que fazem piqueniques na praia com mantas sobre a areia, panelões de cozido e garrafões de tinto) acolher os minoritários de braços abertos. Mesmo que sejam ciganos. E mesmo que fujam de nós e façam questão de viver numa sociedade quase feudal em pleno século XXI.
4-Sempre que há notícias sobre membros de minorias étnicas que cometem crimes, temos de pensar que a propensão para o crime não está relacionada com a etnia a que se pertence, que há gente e boa má em todos os grupos étnicos e nacionais e que a maioria será sempre boa. Só é pena que haja uma percentagem tão grande de ciganos decidida a contradizer estas afirmações.
5-É bastante provável que os ciganos tenham inventado a violência familiar. Apenas um começo muito precoce nessa prática consegue explicar a excelência hoje alcançada, tendo chegado ao ponto de transformar a violência familiar numa arte. Um pai que chega a casa bêbado e bate na mulher e nos filhos? Qual quê! Isso não é nada comparado com duas famílias de centenas de elementos envolvidas numa batalha campal com armas de grande calibre só porque um dos lados se esqueceu de convidar um primo em estado de coma para o casamento de dois noivos de 7 anos. E, já agora, representando uma parte tão pequena da população, como é possível aparecerem tantos sempre que há sarilhos?
6-Todos os povos têm as suas superstições e a maior parte é baseada em maior ou menor grau na realidade. Os ciganos têm medo de sapos. Mesmo que sejam feitos de porcelana baratucha. Não é bonito gozar com as crenças dos outros mas lá que é estúpido, é.7-Até à data, em séculos de presença entre nós, o único cigano português a tornar-se célebre foi o futebolista Ricardo Quaresma. E está tudo dito.
8-A educação é muito importante. Mas não para os ciganos. Para os ciganos há outras coisas mais importantes. Por exemplo, vender na feira e idealizar variações criativas de nomes de marcas famosas (Aditas, Lewi’s, Pooma, Reetruk). E, por isso, os pais ciganos não têm grande interesse em enviar os filhos à escola. Mas compreende-se que seja complicado decorar a tabuada quando já se tem mulher e dois filhos.
9-Pedir não é vergonha. Vergonha é roubar. E quem melhor do que os ciganos para levar à letra este adágio popular. Ou, pelo menos, metade dele.


Falta de coragem

Eu tenho alguma curiosidade em saber porque não há no governo um gajo com uns tomates bem grandes que mande os campistas da Caparica e do Clube de Campismo de Lisboa todos para o cacete.
Em boa verdade também tenho alguma curiosidade em saber porque não há no governo alguém com uns tomates bem grandes que diga: nem mais um tostão atirado ao Oceano Atlântico. É que a história da Caparica é das coisas mais surrealistas que já vi acontecer.
Meia dúzia de tontos pindéricos que gostam de viver metidos em barracas e caravanas, a mandar cá para fora postas de pescada a pretexto de um capricho privado que é estarem instalados às portas da praia, ainda mais numa costa oceânica que como é sabido, até a Euribor sabe, tem um mar impiedoso que quando quer destruir não há quem o agarre.
E andam os tipos do INAG e mais não sei quem a jogar euros às tonelada para as ondas a ver se as convencem de parar de fustigar a costa e consequentemente um parque de campismo mal implantado.
Isto só faz sentido num país dos matraquilhos como o nosso.

Uma curta, muito curta teoria sobre as mulheres

Aos 20 estão sempre à espera de conseguir uma outra coisa e encaram com interesse as mudanças; aos 30 não querem perder o que já têm. Ou seja, aos 20 são demasiado revolucionárias; aos 30 demasiado conservadoras.

Amizades parciais

Os amigos dos nossos amigos integram uma estranha categoria. Não são nossos amigos, mesmo por inerência, mas também não são simples conhecidos, daqueles que vemos na rua e cumprimentamos por polidez. Os amigos dos nossos amigos deviam ser em teoria também nossos amigos. Por extensão, por arrastamento, pela natureza das coisas. Mas não é assim. Se muitas vezes os amigos dos nossos amigos não se tornam nossos amigos é porque a amizade não é uma convenção entre semelhantes (contra o que dizia Aristóteles) e porque aquilo que nós vemos nos nossos amigos é só uma parte ampliada do que eles são. Com algumas (poucas) excepções, a amizade é uma escolha selectiva porque escolhemos os nossos amigos em detrimento das outras pessoas, mas também, coisa irónica, porque os escolhemos contra eles próprios.

Diálogos

- No fim de contas, sentido único nas nossas vidas.
- Digamos uma eterna interrupção.
- Como viver então com o tempo?
- Não vivas.
- Espreitar apenas?
- Espreitar apenas.
- E quem é que assegura a minha integridade?
- Só posso mesmo falar de mim.
- És mais forte do que eu.
- Tu ao menos sabes o que queres.
- Consegues imaginar-me de costas voltadas para os sentimentos?
- Imagino-te de muitas maneiras. Não posso é vê-las.

terça-feira, 27 de março de 2007

Mudar...

Sinto-me bem....
Decidi e está programado que no próximo mês irei mudar umas coisas na minha vida...a 1ª e mais relevante, será a mudança de emprego. Foi um processo moroso, enervante e muito fatigante. Mas o barco chegou a bom porto.
Faltam-me poucas semanas para abandonar o corrente posto de trabalho e aventurar-me noutra situação. Estou espectante e cheio de vontade...ali terei ovos para fazer grandes omeletas.
É claro que nos entretantos, tirarei uns dias de férias...tenho saudades da praia e do sol...
África espera-me...